top of page
.png)
Escuta ativa em redes de franquias: como transformar feedback em vantagem competitiva
Toda franqueadora afirma ouvir seus franqueados. Poucas conseguem transformar essa escuta em decisões efetivas. Existe uma diferença importante entre receber feedback e construir um sistema de escuta ativa. Enquanto o primeiro depende da boa vontade das pessoas, o segundo faz parte da governança da rede. Escuta ativa não é uma pesquisa de satisfação Muitas empresas acreditam que ouvir os franqueados significa realizar pesquisas periódicas ou manter um canal de relacionamento
Gabrielle Ramos
30 de jul.2 min de leitura
O franqueador que não escuta está financiando seu próprio passivo
É comum ouvir que a satisfação dos franqueados depende de campanhas de incentivo, convenções, programas de reconhecimento ou ações de relacionamento. Essa visão, embora difundida, parte de um diagnóstico equivocado. A satisfação do franqueado não é um objetivo de marketing. Ela é um indicador da saúde da rede. Quando os níveis de satisfação começam a cair, o problema raramente está na falta de benefícios ou premiações. Na maioria das vezes, a causa é mais simples: a franquead
Gabrielle Ramos
28 de jul.3 min de leitura
Os riscos que aparecem depois: o que ninguém avisa sobre o repasse de lojas
No artigo anterior, abordamos os aspectos essenciais do repasse de franquias, como a necessidade de anuência da franqueadora, o direito de preferência e a entrega da Circular de Oferta de Franquia (COF) ao novo franqueado. Mas existe uma etapa que costuma receber pouca atenção e é justamente nela que surgem os maiores problemas. Depois da assinatura dos contratos, entram em cena questões trabalhistas, tributárias, contratuais e operacionais que podem transformar uma negociaçã
Gabrielle Ramos
23 de jul.3 min de leitura
Inteligência Artificial nas franquias: por que os contratos precisam evoluir
A utilização de inteligência artificial nas redes de franquia já é uma realidade. O que ainda não evoluiu na mesma velocidade são os contratos. Grande parte das franquias brasileiras utiliza instrumentos elaborados antes da popularização da IA, o que significa que inúmeras situações práticas simplesmente não estão previstas. Esse cenário aumenta a insegurança jurídica para franqueadoras e franqueados. O contrato deixou de acompanhar a tecnologia Durante muitos anos, bastava d
Gabrielle Ramos
22 de jul.2 min de leitura
O que você precisa saber antes de comprar ou vender uma franquia em operação
O repasse de franquia é uma operação cada vez mais comum no mercado. Em vez de inaugurar uma unidade do zero, o empreendedor adquire uma franquia já em funcionamento, assumindo um ponto comercial estabelecido, uma carteira de clientes e uma operação que, em tese, já superou os desafios iniciais do negócio. Para quem vende, o repasse representa a oportunidade de encerrar um ciclo empresarial, seja por motivos pessoais, mudança de estratégia ou simplesmente pela decisão de inve
Gabrielle Ramos
21 de jul.3 min de leitura
O que muda nos royalties das franquias com a Reforma Tributária
A Reforma Tributária já deixou de ser um tema para o futuro. Com a Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Lei Complementar nº 214/2025, o novo sistema tributário entrou em fase de transição e começa a produzir reflexos concretos para diversos setores da economia, inclusive o franchising. Entre os pontos que merecem maior atenção está a tributação dos royalties pagos pelos franqueados às franqueadoras. Embora a implementação ocorra de forma gradual até 2033, as decisões estraté
Gabrielle Ramos
16 de jul.3 min de leitura
Inteligência Artificial nas franquias: o risco jurídico que muitos franqueadores ainda ignoram
A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina de muitas redes de franquia. Hoje, sistemas baseados em IA já auxiliam na previsão de demanda, gestão de estoque, definição de preços, atendimento ao consumidor, análise de desempenho das unidades e tomada de decisões comerciais. O ganho de eficiência é evidente. O problema é que a velocidade da tecnologia tem sido muito maior do que a adaptação da estrutura jurídica das redes. Enquanto novas
Gabrielle Ramos
15 de jul.3 min de leitura
O fundo de marketing que poucos auditam e o franqueado que sustenta a conta
O fundo de propaganda é um dos pilares do sistema de franquias. Em praticamente todas as redes estruturadas, o franqueado contribui mensalmente com um percentual de seu faturamento para financiar ações de marketing institucional da marca. A lógica é simples e faz sentido: campanhas nacionais geram escala, fortalecem o posicionamento da rede e produzem resultados que dificilmente seriam alcançados por unidades isoladas. O problema começa quando o dinheiro entra no fundo. Embor
Gabrielle Ramos
14 de jul.3 min de leitura
Inteligência Artificial nas franquias: o risco jurídico que muitos franqueadores ainda ignoram
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar uma ferramenta presente na rotina das redes de franquia. Hoje, algoritmos já auxiliam na gestão de estoques, previsão de demanda, definição de preços, atendimento ao consumidor, análise de desempenho das unidades e até na seleção de novos pontos comerciais. Os ganhos de eficiência são evidentes. O problema é que a velocidade da inovação tecnológica tem sido muito maior do que a evolução da estrutura jurídica
Gabrielle Ramos
10 de jul.4 min de leitura
Microfranquias: quando o investimento menor não significa uma estrutura jurídica menor
O crescimento das microfranquias no Brasil transformou esse modelo em uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo. Com investimentos que, em muitos casos, variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, operações enxutas e possibilidade de atuação em home office, essas redes conquistam cada vez mais espaço. Essa acessibilidade, contudo, costuma alimentar uma percepção equivocada: a de que um investimento menor exige uma estrutura jurídica mais simples. Não exige. A Lei nº
Gabrielle Ramos
7 de jul.3 min de leitura
STJ limita a desconsideração da personalidade jurídica e redefine a responsabilidade societária
Tema Repetitivo 1.210 exige prova concreta de abuso e fortalece a separação patrimonial nas relações empresariais. A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça concluiu, em 7 de maio de 2026, o julgamento de um dos temas repetitivos mais aguardados do direito empresarial brasileiro. Por maioria de quatro votos a três, o STJ fixou tese vinculante no Tema Repetitivo 1.210: a desconsideração da personalidade jurídica, nas relações civis e empresariais, exige comprovação efetiva de
Gabrielle Ramos
30 de jun.3 min de leitura
STJ reafirma: desconsideração exige prova de abuso, não mera insolvência
Em julgamento vinculante, a 2ª Seção consolida a Teoria Maior como parâmetro inafastável nas relações civis e empresariais — e reposiciona a autonomia societária no centro do debate. A decisão foi apertada. Quatro votos contra três, na 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, em 7 de maio de 2026. O placar estreito revela uma tensão que ainda não encontrou resposta fácil: até onde vai a proteção dos credores sem comprometer a segurança jurídica dos que empreendem. Ao conclui
Gabrielle Ramos
27 de jun.3 min de leitura
A regulação da inteligência artificial no Brasil já começou — com ou sem o Marco Legal
As sanções da ANPD a grandes empresas e o lançamento do sandbox regulatório mostram que o ambiente de fiscalização sobre IA está operacional, independentemente da votação do PL 2338 na Câmara. Muitos gestores e executivos ainda tratam a regulação de inteligência artificial no Brasil como um evento futuro — algo a ser enfrentado depois que o projeto de lei tramitar, ser aprovado e entrar em vigor. Essa percepção está desatualizada. A Agência Nacional de Proteção de Dados já ag
Gabrielle Ramos
24 de jun.3 min de leitura
Quando licenciar tecnologia equivale a adquirir empresa: o CADE redesenha o antitruste da inteligência artificial
Há uma prática recorrente no ecossistema global de inteligência artificial: grandes empresas de tecnologia estruturam a absorção de startups como contratos de licença e contratação de equipes — e não como aquisições societárias convencionais. A operação não consta no balanço como compra de participação. Os fundadores são admitidos como executivos. Os modelos e a tecnologia tornam-se ativos licenciados. A startup, juridicamente, continua existindo. O CADE examinou essa lógica
Gabrielle Ramos
22 de jun.3 min de leitura
A arquitetura do poder no contrato de franquia: leitura crítica dos incisos XV a XXII da Lei 13.966/2019
Há um momento específico em que o franchising revela com clareza quem detém o controle da relação: não é na assinatura do contrato, nem na abertura da unidade, nem mesmo no primeiro conflito operacional. É nas cláusulas que tratam do encerramento — de como a relação termina, o que acontece depois que ela termina e o que o franqueado pode ou não fazer enquanto ela ainda existe. É ali que a arquitetura real de poder se torna legível. Os incisos XV a XXII do artigo 2° da Lei 13.
Gabrielle Ramos
19 de jun.11 min de leitura
A inteligência que está na COF, mas que quase ninguém lê: análise crítica dos incisos X a XIV da Lei 13.966/2019
Existe um padrão recorrente nas disputas judiciais envolvendo franquias: o franqueado que afirma não ter sido informado sobre riscos que estavam, na verdade, disponíveis na Circular de Oferta de Franquia. E existe um padrão igualmente recorrente no lado oposto: o franqueador que redigiu sua COF para cumprir a lei com o mínimo de exposição possível, e que agora precisa defender uma informação que consta no documento, mas que nenhum leitor razoável conseguiria extrair com clare
Gabrielle Ramos
16 de jun.10 min de leitura
Governança de IA: a lei não chegou, mas a responsabilidade já existe
O avanço do marco regulatório no Congresso impõe às empresas um dever de preparação que não pode aguardar a promulgação. A regulação da inteligência artificial no Brasil entra em fase decisiva. O projeto aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 tramita na Câmara em análise conjunta com a proposta apresentada pelo governo federal meses depois. O voto consolidado no plenário é esperado para o segundo semestre deste ano. O calendário importa. Não porque as obrigações comecem na
Gabrielle Ramos
15 de jun.3 min de leitura
O que a COF realmente compromete: leitura prática dos incisos VI a IX da Lei de Franquias
A Circular de Oferta de Franquia costuma ser tratada como etapa burocrática: um documento extenso, cheio de tabelas e declarações padronizadas, que precisa ser entregue dez dias antes da assinatura do contrato porque a lei manda. Quem pensa assim já está no caminho errado. A COF é, na prática, o único momento em que o franqueador está obrigado a dizer a verdade antes de o dinheiro mudar de mãos. Cada inciso do artigo 2° da Lei 13.966/2019 que a compõe representa uma categoria
Gabrielle Ramos
11 de jun.8 min de leitura
A definição que determina tudo: os elementos do artigo 2° da Lei de Franquias e o que significam na prática
Muito antes de qualquer discussão sobre COF, territorialidade ou rescisão contratual, há uma pergunta que precisa ser respondida: o que é, juridicamente, uma franquia? A resposta não está no folheto de vendas do franqueador, nem na denominação que as partes atribuem ao contrato. Está no artigo 2° da Lei 13.966/2019 — e a correta compreensão de seus elementos definitórios tem consequências que vão muito além da taxonomia. O enquadramento ou não de uma relação como sistema de f
Gabrielle Ramos
9 de jun.6 min de leitura
Franchising brasileiro cresce acima de 10% no primeiro trimestre de 2026: o que os números realmente revelam?
A ABF Associação Brasileira de Franchising divulgou recentemente os resultados do setor referentes ao primeiro trimestre de 2026, confirmando a continuidade de um movimento que vem chamando a atenção do mercado: o franchising brasileiro segue crescendo em ritmo acelerado. Os números são expressivos. Em comparação com o mesmo período de 2025, o setor registrou crescimento de 10,1%, alcançando faturamento de R$ 72,7 bilhões. No acumulado dos últimos doze meses, o faturamento at
Gabrielle Ramos
9 de jun.3 min de leitura
bottom of page